Igreja de Santa Clara do Porto abre ao público após obras de conservação e restauro

No próximo dia 22 de outubro, a Igreja de Santa Clara do Porto volta a abrir ao público, após uma das maiores intervenções de conservação e restauro da responsabilidade da Direção Regional de Cultura do Norte. A inauguração está agendada para as 11h30 e vai contar com a presença da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira. A partir das 14h00, o espaço abre-se a toda a cidade.

A “Operação Igreja de Santa Clara”, cujo investimento global ultrapassou os 2,5 milhões de euros, teve início em 2016 e termina agora com a recuperação deste lugar de relevo na cidade, referência do barroco nacional e um dos maiores exemplares da talha dourada em Portugal, possibilitando, simultaneamente, uma melhoria das condições de receção do visitante.

Nos últimos cinco anos, os trabalhos de reabilitação do imóvel, classificado como Monumento Nacional desde 1910, incidiram sobre o sistema construtivo e estrutural do edifício; a remodelação das infraestruturas elétricas, de telecomunicações e de segurança; a redução de barreiras arquitetónicas e a criação de condições de visita.

Também o património integrado foi alvo de uma intervenção profunda. Cerca de uma centena de trabalhadores da área da conservação e restauro, de diferentes especialidades, integraram a intervenção de todo o espólio artístico do imóvel, englobando a talha dourada e policromada, a escultura, a pintura de cavalete, a pintura mural, a pedra, os metais e o património organístico.

A intervenção foi acompanhada por uma ampla investigação histórica que incluiu o todo do agora extinto e fragmentado Convento de Santa Clara do Porto, do qual sobreviveu a igreja (hoje igreja paroquial), o claustro (hoje integrado na sede do Comando Metropolitano da PSP) e a cerca (incluindo o troço melhor conservado da muralha medieval do Porto, classificado como Monumento Nacional). A intervenção proporcionou  uma oportunidade irrepetível de observação direta e interpretação do edificado e respetivo património, incluindo a descoberta de elementos  até então desconhecidos, nomeadamente várias pinturas sobre madeira, datadas do séc. XVII, que ilustram vários santos, nomeadamente Santa Clara; uma lápide em granito datada de 1645, que informa sobre a obrigatoriedade de as religiosas do convento dizerem missa diária pela alma do abade de Vandoma, ali sepultado; ou, sob os elementos de talha setecentista, as pinturas de anjos alados, correspondentes a uma anterior campanha decorativa do espaço.

A Operação Igreja de Santa Clara do Porto, da responsabilidade da Direção Regional de Cultura do Norte, foi comparticipada em 85% pelo Programa Operacional Norte 2020 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, com o Mecenato da Irmandade dos Clérigos, da Fundação Millennium BCP, da Associação Comercial do Porto e da Câmara Municipal do Porto.

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