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15 Jul. 2019 Museu de Alberto Sampaio propõe dia repleto de atividade Na próxima sexta-feira, dia 19 julho, o Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães, acolhe o lançamento de um livro e a inauguração de duas exposições temporárias. Evento

PROGRAMA
 
18h00
Lançamento do livro «A Pintura Mural no Museu de Alberto Sampaio», de Paula Bessa» // no Museu de Alberto Sampaio

21h00
Museu à Noite. Inauguração da Exposição de Arte têxtil Contemporânea – "Narrativas”, de Helena Cardoso // no Museu de Alberto Sampaio

22h30
Inauguração da Exposição Avé Ave // no Palacete de Santiago 
No decurso da inauguração da exposição «Avé Ave», os participantes nas três exposições terão direito a uma pequena lembrança.
 
PARA SABER MAIS
 
18h00. Lançamento do livro «A Pintura Mural no Museu de Alberto Sampaio», de Paula Bessa» // no Museu de Alberto Sampaio
O segundo número da coleção 'PATRIMÓNIO A NORTE', editada pela Direção Regional de Cultura do Norte, é dedicado à pintura mural do Museu de Alberto Sampaio e será lançado no dia 19 de julho, às 18h00, no MAS.
Da autoria de Paula Bessa, professora e investigadora da Universidade do Minho, a monografia apresenta com rigor científico, e de forma acessível, a coleção de dez pinturas murais do século XVI que integram o acervo do Museu. Oito delas expõem-se na Sala de Pintura a Fresco e as duas restantes conservam-se nas reservas do MAS.
Inicialmente pintadas em paredes de igrejas e casas religiosas, estas obras foram destacadas dos seus locais de origem e, mais tarde, integradas no MAS. É este percurso que é agora abordado por esta publicação que explora os contextos de proveniência e a integração destas pinturas no panorama geral da pintura mural do Norte de Portugal, assim como técnicas, estilos, oficinas, encomendadores e as lógicas religiosas e de poder por detrás da sua produção e do seu significado.
‘PATRIMÓNIO A NORTE’ é uma coleção monográfica, numerada, sem periodicidade fixa, disponível em versão impressa e digital, que pretende contribuir para dar resposta às funções social, educativa e científica da Direção Regional de Cultura do Norte.
Sobre a autora. Paula Bessa é licenciada em História, variante de Arte e Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Mestre pela Universidade de Lancaster, Reino Unido e Doutorada em História, área científica de História da Arte, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
É professora do Departamento de História da Universidade do Minho. Entre 2008 e 2010 foi diretora do Curso de Licenciatura em História e é, desde 2016, diretora do Curso de Mestrado em Património Cultural da mesma universidade.
É investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e foi colaboradora da Linha de Investigação ‘Arte e Património no Norte de Portugal’.
É autora de múltiplos estudos, alguns dos quais consultáveis on-line no repositoriUM da Universidade do Minho e no academia.edu.
 
21h00. Museu à Noite. Inauguração da Exposição de Arte têxtil Contemporânea – "Narrativas”, de Helena Cardoso // no Museu de Alberto Sampaio
Helena Cardoso apresenta composições têxteis que combinam tradição e modernidade
Entre julho e setembro, o Museu de Alberto Sampaio abre as suas portas também à noite. Este ano, a iniciativa ‘Museu à Noite’ apresenta Helena Cardoso, designer portuense que trabalha o têxtil e que vai trazer ao claustro peças de tecelagem de várias tipologias e formatos.
Combinando teias de linho com tramas de seda natural, lã e elementos da natureza, a artista justapõe e intercala estes materiais com elementos em plástico e papel, compondo tramas e matizados de diferentes texturas e transparências que vão contrastar com a solidez do granito. 
Considerada uma das mais originais artistas no contexto da arte têxtil contemporânea portuguesa, Helena Cardoso apresenta um processo criativo singular e inovador no desenvolvimento de peças que combinam design e tradição, valorizando a cultura e identidade nacionais. 
A designer colabora há mais de 30 anos com artesãs de aldeias do norte do país, um ‘modus operandi’ que faz com que o seu trabalho atravesse fronteiras e encontre paralelo em tendências que, a nível internacional, viram em processos semelhantes um caminho para a renovação dos saberes tradicionais. 
A inauguração contará com a presença das Mulheres de Bucos, Cabeceiras de Basto, artesãs que colaboraram na criação das peças e que animarão o evento com os seus cantares!
 
22h30. Inauguração da Exposição Avé Ave // no Palacete de Santiago, de Nuno Machado
Em Avé Ave, Nuno Machado procura mergulhar em todo um riquíssimo historial industrial e cultural que marca Guimarães e a região do vale do Ave.
De acordo com fontes documentais, pelo menos desde o século XVI Guimarães e os seus concelhos vizinhos foram o centro de diversos labores que ainda hoje sobrevivem, fazendo desta região um pólo marcadamente industrial.
O trabalho individual dos metais, dos curtumes e dos tecidos foi gradualmente dando lugar a pequenas oficinas, por vezes já denominadas "fábricas”, onde proprietários, mestres e artífices (mais tarde designados operários…) se juntavam em formas de produção organizada. Contudo, e apesar de algumas tentativas relevantes anteriores, só na segunda metade do século XIX é que surge em Guimarães um tecido industrial mais parecido com o que conhecemos hoje, sendo o ano de 1884 comummente aceite como o ano de que marcou essa mudança no sector e na região… Através do seu olhar, Nuno Machado procura abarcar as diversas histórias individuais e coletivas que, entre grandezas e misérias, foram forjando a história desta região e da sua indústria. Só assim pode ser percebido este vale que se estende desde a Serra da Cabreira até Vila do Conde e que, reza a lenda, terá nascido de uma bela e triste estória de amor: o vale do Ave.