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13 Abr. 2018 Exposição Coletiva de Artes Plásticas Inaugura no dia 28 de abril, pelas 16h00, uma Exposição Coletiva de Artes Plásticas, com trabalhos de seis alunos do Mestrado Práticas Artísticas Contemporâneas da FBAUP. Evento
Inaugura no dia 28 de abril, pelas 16h00, uma Exposição Coletiva de Artes Plásticas, com trabalhos de seis alunos do Mestrado Práticas Artísticas Contemporâneas da FBAUP : Daniel Mendes, Lorena Malagón, Mafalda Pilha, Marina Gonçalves, Tatiana de Almeida e Tiago Loureiro.

A exposição fica patente ao público, na Casa das Artes, até 27 de maio. Entrada livre.

"Mapeamos, criando ligações. Quando falamos de mapas, falamos de planificações.
Mapeamos o que é exterior a nós e mapeamos com a intenção de ter em mão uma conclusão.
No entanto, paradoxalmente, o mapa fixa o que é por definição oscilante. Uma abordagem que resolva esta mesma questão pode passar por entrarmos na busca do mapeamento, recetivos à possibilidade de termos como último resultado uma resposta inconclusiva, uma ausência de uma resposta, ou, mais importante ainda, algo que possamos não conseguir interpretar imediatamente como sendo uma resposta.
Enquanto o mapa se encontra subjugado à forma do que esquematiza, as estruturas a céu aberto, livres de tais obrigações, afastam-se desse mesmo propósito, dado que o que pretendem delinear, ainda que sempre associada a ela, vai para lá dessa forma.
É o que está dentro e o que está fora, mas acima de tudo o que está entre. Aqui não nos deparamos com planificações, mas sim com o movimento oposto -desdobramentos que descortinam o que por norma existe escondido, ou não existindo. Agora conseguimos discernir as esquematizações internas. E talvez mais do que qualquer outro aspeto, todas eles surgem assentes sobre uma flexibilidade, que por mais rígida que possa aparentar ser, dota-os sempre com uma possibilidade de adaptação, num contexto que passaria calmamente por cima de qualquer outra intenção. É através desta flexibilidade, por vezes associada a alguma fragilidade e que em nada os diminui, que pode surgir a perceção de espaços que só estas mesmas proposições conhecem e que só estas mesmas nos podem dar a ver, pelo menos desta forma.

Opostas a apropriações impositivas, estas contribuições reverberam de forma calma e flexível, mantendo um diálogo e não um monólogo, com o ambiente em que se manifestam.
Confiantes no seu silêncio e conscientes de onde surgem, estes trabalhos apresentam-nos espaços que são invocados através do que não está, ou já esteve presente, revelando-se apenas a quem a eles se dá. E o que achávamos estar ausente, nunca esteve verdadeiramente desaparecido - tal como nós, sempre existiu em movimento num percurso impossível de mapear".